Sinto,perdendo-te aos poucos,a cada minuto que ficamos sem teclar,a cada instante que não temos para amar.
Sinto,perdendo-te aos poucos,vendo-me aqui parada, sem poder fazer nada, a não ser esperar.
Sinto,perdendo-te aos poucos,a cada mensagem tua que chega e se vai,engolida por esta máquina que me trai.
Sinto,perdendo-te aos poucos,quando penso na distância física que existe, que não perdoa, mas resiste.
Sinto,perdendo-te aos poucos,quando quero te abraçar e não consigo,através desse computador, infiel, inimigo.
Sinto,perdendo-te aos poucos,quando ainda tento, ardentemente, ter você e sou impedida, novamente, pelo PC.
Sinto,perdendo-te aos poucos,sempre quando vejo prevalecer entre nósa velha conhecida e traiçoeira razão,
ao invés, do apaixonado coração. Sinto,perdendo-te aos poucos,para alguém que todo dia te caça, te enlaça,
te prende e com toda razão. Sinto,perdendo-te aos poucos,por essa tua maneira encantadora de ser,
fiel e submissa ao teu imaculado viver.
Sinto,perdendo-te aos poucos,pela fragilidade e inocência desse amor,
que nasceu, viveu, mas que está morrendo sem poder sair de dentro do computador.
Silvia Munhoz
Soneto da Saudade
Há 14 anos
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